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Séries de eventos dão a largada para as comemorações de 20 anos do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

 

Ações amplificam o ensino do teatro hip-hop, promovendo a história e as técnicas de corpo, voz, atuação e música; os integrantes do Núcleo Bartolomeu convidam artistas como Dione Carlos, Marcelino Freire, Luh Mazza, Ave Terrena, Carolina Bianchi para rodas de conversas.

 

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos completa 20 anos de criação e de atuação continuada com a construção da linguagem do teatro hip-hop e ganha comemoração com diversas atividades programadas ao longo de 2021 e 2022. Essas duas décadas de intenso trabalho originaram não só uma cartografia que mescla linguagem e trajetória do grupo, mas também reflexões e um importante olhar para o futuro na formação de novos imaginários.

Para começar as celebrações, no dia 10 de maio, segunda-feira, às 20h, acontece a primeira (de cinco) Rodas de Conversa entre integrantes do Núcleo e outros artistas. Foram escolhidos cinco temas - "Teatro Épico e Cultura Hip-Hop", "Arte e Autorrepresentação", "Teatro e política(s)", "Novos imaginários" e  "Dramaturgia Cênica". Para inaugurar este ciclo, a primeira sessão será com os integrantes fundadores do Núcleo - Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D'Alva. Nas semanas seguintes eles também recebem convidados como Dione Carlos, Marcelino Freire, Luh Mazza, Ave Terrena, Carolina Bianchi, entre outros. Os encontros acontecem às segundas-feiras, entre 10 de maio e 7 de junho, às 20h, no canal de YouTube do Núcleo Bartolomeu (www.youtube.com/user/nucleobartolomeu). 
 

Mais sobre as Rodas de conversa

Para reforçar o caráter de diálogo com a comunidade, o Núcleo Bartolomeu programou uma série de bate-papos virtuais, abertos à participação do público. Nesses eventos, o coletivo recebe convidados para debater temas presentes e importantes nas suas duas décadas de trabalho, como criação de imaginários, presença política, representação, teatralidade etc. Elas acontecem semanalmente, às segundas-feiras, sempre às 20h, pelo canal de YouTube do Núcleo (www.youtube.com/nucleobartolomeu). 

O primeiro evento acontece em 10/5, com o tema "Teatro Épico e Cultura Hip-Hop – Uma história do diálogo", com os integrantes do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e mediação de Eugênio Lima. Na semana seguinte, 17/05, também com mediação de Eugênio, o tema é "Arte e Autorrepresentação", com Dione Carlos e Ave Terrena

No dia 24/5, com Eleonora Fabião e Laís Machado, e mediação de Luaa Gabanini, o fio será "Teatro e política(s): O Corpo em performance". Luh Maza e Marcelino Freire, com medição de Roberta Estrela D'Alva, falam sobre "Novos imaginários" na segunda, 31/5. Fechando as discussões, Claudia Schapira media a mesa "Dramaturgia Cênica: A cena expandida", com Georgette Fadel e Carolina Bianchi, dia 7/6.

A ideia principal dessas rodas é rever os conceitos que estiveram presentes nos 20 anos do grupo e também ampliar as vozes de contato, trazendo artistas com outros pontos de vista para a conversa.

Além dessas atividades vão acontecer muitas outras atrações, entre elas: Leituras dramáticas das principais obras dramatúrgicas do coletivo; apresentações do espetáculo "Terror E Miséria No Terceiro Milênio – Improvisando Utopias";  ZAP! Slam; estreia do espetáculo "Cabaré Hip-hop – As irmãs do Blues"; lançamento de livro com as 14 peças encenadas pelo Núcleo; e uma Festa-rito.

Nesses 20 anos, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos tem uma trajetória intrinsecamente ligada à cidade de São Paulo, com a construção de sua linguagem – o teatro hip-hop. formado por Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D'Alva, o coletivo já levou ao palco 14 peças, é responsável pelo  SLAM SP (Campeonato paulista de poesia falada) e SLAM BR (Campeonato brasileiro de poesia falada) e tem um projeto permanente (ZAP! Zona Autônoma da Palavra).

O Núcleo pesquisa e desenvolve a linguagem, o diálogo entre a cultura hip-hop, com a contundência da autorrepresentação como discurso artístico, e o teatro épico e seus recursos: o caráter narrativo, apoiado por uma dramaturgia que se configura depoimento do processo histórico; como instrumento que elucida uma concepção do mundo, e coloca o ator-narrador em face de si mesmo como objeto de pesquisa; como ser mutável; em processo, fruto do raciocínio, da reflexão.

 

Serviço

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos 20 anos

De Maio de 2021 a Março de 2022

Programação completa em: https://linktr.ee/nucleobartolomeu 

Programação das apresentações:


1º Roda de Conversa/Debate on-line
Data: 10/05/2021 Horário: 20h às 21h30
Tema: Teatro Épico e Cultura Hip-Hop – Uma história do diálogo.
Com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos – Mediação: Eugênio Lima
Transmissão: Facebook e Youtube do grupo Núcleo Bartolomeu

2º Roda de Conversa/Debate on-line 
Data: 17/05/2021 Horário: 20h às 21h30
Tema: Arte e Autorrepresentação
Com Dione Carlos e Ave Terrena – Mediação: Eugênio Lima
Transmissão: Facebook e Youtube do grupo Núcleo Bartolomeu

3º Roda de Conversas/Debates on-line
Data: 24/05/2021 Horário: 20h às 21h30
Tema: Teatro e política(s): O Corpo em performance
Eleonora Fabião e Laís Machado – Mediação: Luaa Gabanini
Transmissão: Facebook e Youtube do grupo Núcleo Bartolomeu

4º Roda de Conversas/Debates on-line
Data: 31/05/2021 Horário: 20h às 21h30
Tema:Novos imaginários 
Luh Maza e Marcelino Freire – Medição: Roberta Estrela D'Alva
Transmissão: Facebook e Youtube do grupo Núcleo Bartolomeu

5º Roda de Conversa/Debate on-line
Data: 07/06/2021 Horário: 20h às 21h30
Tema: Dramaturgia Cênica: A cena expandida
Georgette Fadel e Carolina Bianchi – Mediação: Claudia Schapira
Transmissão: Facebook e Youtube do grupo Núcleo Bartolomeu

 

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, formado por Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D'Alva, nasceu no ano de 2000 e tem como pesquisa de linguagem o diálogo entre a cultura hip-hop, com a contundência da autorrepresentação como discurso artístico, e o teatro épico e seus recursos: o caráter narrativo, apoiado por uma dramaturgia que se configura depoimento do processo histórico; como instrumento que elucida uma concepção do mundo, e coloca o ator-narrador em face de si mesmo como objeto de pesquisa; como homem mutável; em processo, fruto do raciocínio, da reflexão.

Em 2000, estreou Bartolomeu, O Que Será que Nele Deu, o primeiro espetáculo do Núcleo, dirigido por Georgette Fadel e inspirado no romance de Herman Melville "Bartleby, O Escriturário". Acordei Que Sonhava, uma livre adaptação de "A Vida É Sonho", de Calderón de la Barca, foi o segundo espetáculo da companhia, estreado em 2002, dirigido por Claudia Schapira.

Entre os anos de 2002 e 2003, o Núcleo desenvolveu o projeto Urgência nas Ruas – obras-manifesto, intervenções pelas ruas de São Paulo. Esse projeto foi o primeiro a ser contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, fundamental e estruturante da pesquisa e obra do Núcleo.

Em 2006 estreia Frátria Amada Brasil – Pequeno Compêndio de Lendas Urbanas, espetáculo inspirado na Odisseia de Homero. Uma pequena odisseia, brasileira e nossa, fruto da vivência nas ruas e das personagens que nelas habitam, autores anônimos da história velada deste país.

O projeto 5 x 4 – Particularidades Coletivas, que teve sua estreia em junho de 2008, foi o resultado de um aprofundamento de elementos específicos da pesquisa da linguagem do teatro hip-hop, e gerou cinco espetáculos: Encontros Notáveis, 3×3 – Três DJs em busca do vinil perdido, Manifesto de Passagem – 12 Passos em Direção à Luz, Vai te Catar! e Cindi Hip-Hop – Pequena Ópera Rap.

Em 2009, o Núcleo iniciou o projeto Pajelança de Kuarup no Congá, que depois de quase três anos de intensa pesquisa resulta no espetáculo Orfeu Mestiço, uma Hip-Hópera Brasileira, fazendo parte do trabalho ininterrupto deste coletivo por consolidar uma linguagem: o Teatro Hip-Hop.

Em 2013, estreou Antígona Recortada; em 2014, BadeRna, último espetáculo realizado na sede do grupo, que foi demolida pela Ink Incorporadora e todos seus associados, e se tornou uma espécie de manifesto cênico, que reflete o cunho político que as ações do grupo assumiriam a partir da perda do seu "território cultural".

Em 2015, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, na comemoração dos 15 anos, realizou a Ocupação Arena Urbana – De onde viemos, para onde voltamos, que contou com a temporada de três obras inéditas: Memórias Impressas (instalação cênico-dramática sobre violência feminina), Olhos Serrados (um solo performativo que transitava entre a palavra e o movimento) e 1, 2, 3 – Quando acaba começa tudo outra vez, marcando a incursão do grupo no universo do teatro infantil.

Em maio de 2016, estreou Cassandra – Na calada da voz, uma performance teatral, com uma plataforma que se modifica a cada apresentação, trazendo à luz a violência infringida através dos tempos ao discurso feminino.

Além dos espetáculos, o Núcleo criou dois projetos permanentes: em 2008, ZAP! Zona Autônoma da Palavra, o primeiro poetry slam (campeonato de poesia) brasileiro, e em 2009, DCC – Dramaturgia Concisa e Contemporânea, um espaço dedicado à criação e debate sobre produção de textos cênicos curtos e inéditos.

 

MATERIAL DE APOIO

Mini Bios dos ministrantes das Oficinas:

Luaa Gabanini é atriz-Performer. Doutoranda na ECA–USP em 2020, Mestra em Artes Cênicas pela ECA-USP, formou-se em Artes Plásticas na Faculdade Belas Artes, fez especialização em Direção Teatral na Escola Superior de Artes Célia Helena. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos onde pesquisa a performatividade, a dança, e o corpo cênico. É professora de expressão corporal na Escola Superior de Artes Célia Helena e no Teatro Escola Célia Helena. Como atriz  no teatro alguns de seus trabalhos são: "Terror e Miséria no Terceiro Milênio – Improvisando Utopias", "Efeito Cassandra – Na calada da voz", "Memórias Impressas", "BadeRna", "Antígona Recortada", "Orfeu Mestiço - Uma Hip-Hópera Brasileira", "Banda Hamlet", "Manifesto de Passagem", "Frátria Amada Brasil", "Acordei que Sonhava", "Bartolomeu - Que Será Que Nele Deu?". No cinema alguns de seus principais trabalhos são: "A Vida Começa...", "CrónicasNãoDitas", "Linha Burra", "Impressões para Clara", "Cinderela", "Sabão de Côco", "A Mãe de Pedra", "A Mulher Morta". Como diretora seus últimos trabalhos foram: "Alteridade", "Anoises", "Encontros Notáveis", "3x3 - 3 Djs em busca do vinil perdido".

Claudia Schapira é formada pela escola de arte dramática da USP,  é membro-fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, onde tem centrado a sua atuação principalmente como dramaturga e  diretora. É também uma das diretoras do Manifestu Impromtpu, coletivo de audiovisual que já desenvolveu dois projetos  de seriados em parceria com o Itaú Cultural e é ganhador do proac desenvolvimento de roteiro de longa metragem, que se encontra  agora em processo de criação. A sua pesquisa dramatúrgica tem sido conduzida   sob a perspectiva da performance e experimentado a  criação de diferentes dispositivos para   a entrada da palavra na  cena. Trabalhou com importantes nomes do teatro (como Ulisses Cruz, José Possi Neto, Cibele Forjaz, Luís Melo e Daniela Thomas) e do cinema (como Tata Amaral, Fabrizia Pinto e Fernando Meirelles). Ao longo de sua carreira foi premiada por seus textos (Prêmio PANAMCO/ Coca-Cola 2001, Prêmio Cooperativa 2008, Prêmio FEMSA/Coca-Cola 2009) e figurinos (Prêmio Shell 2005, Prêmio Mambembe 1995) e foi indicada ao prêmio Shell como melhor autor pela peça "Antígona Recortada – contos que cantam sobre pousos pássaros", espetáculo vencedor do prêmio governador do estado 2014.  Em 2015 venceu com mais outros dois autores o edital da I Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo com o projeto "Memórias Impressas".

Eugênio Lima é dj, Ator-Mc, Pesquisador da cultura diaspórica, Membro Fundador do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e da Frente 3 de Fevereiro e Diretor do Coletivo Legítima Defesa. Ganhador de inúmeros prêmios: Prêmio Shell de Teatro de melhor Música 2020 por "Terror e Miséria no Terceiro Milênio"; Prêmio Governador do Estado 2014 com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos por "Antígona Recortada: Contos Que Cantam Sobre Pousos Pássaros"; Prêmio Shell de Teatro de melhor Música 2006 por "Frátria Amada Brasil: Pequeno Compêndio de Lendas Urbanas" e Prêmio do Coca Cola/FENSA 2004 de melhor música pela peça "Acordei que Sonhava". Tem um ampla atuação como curador em diversas áreas, dentre seus principais trabalhos de curadoria estão: Ciclo Lélia Gonzáles: Uma Intelectual Amefricana – Flup- a Festa Literária das periferias- 2020; Dramaturgia Negra: Antologia Brasileira de Dramaturgia Negra - FUNARTE São Paulo 2017; Legítima Defesa: Poéticas-Políticas à Procura de um Pouso - Elaboração poética política da imagem da "negritude"- São Paulo 2017. -Ciclo de Debates Internacional "Discursos sobre o não dito" na MITsp Mostra Internacional de São Paulo 2017; Eixo Reflexivo da Ocupação Abdias Nascimento: Cartografia e Conferências Performáticas, São Paulo 2016 -Ciclo de Debates Internacional "Discursos sobre o não dito" na MITsp Mostra Internacional de São Paulo 2016 -Festival Cidade Sonora; Cidade de Fusão/Música de Encontros - FUNARTE São Paulo 2012.

Roberta Estrela D'Alva é atriz-MC, diretora, diretora musical, pesquisadora, slammer. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos- Teatro Hip-Hop e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro. Bacharel em artes cênicas pela ECA-USP e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. É idealizadora e slammaster do ZAP! Zona autônoma da Palavra, primeiro "poetry slam" (campeonato de poesia) brasileiro e curadora do Rio Poetry Slam-FLUP, primeiro poetry slam internacional da América Latina. Em novembro de 2014 foi publicado seu primeiro livro "Teatro Hip-Hop-a performance poética do ator-MC" pela editora Perspectiva. De 2016 a 2018 foi apresentadora do programa Manos e Minas, nas TV Cultura SP e afiliadas. Juntamente com Tatiana Lohmann dirigiu o documentário "SLAM- Voz de Levante" (2018) que foi contemplado com o prêmio especial do júri e o prêmio de melhor direção de documentário no 19o Festival do Rio (Rio de Janeiro International Film Festival) e melhor filme no FIM (Festival Internacional de Mulheres no Cinema). Juntamente com o escritor Marcelino Freire, é curadora da nova sala "Falares" do Museu da Língua Portuguesa, dedicada às oralidades. Recebeu o prêmio Shell de melhor atriz ano de 2012 por sua atuação no espetáculo "Orfeu Mestiço, uma hip-hópera brasileira" e o de melhor música em 2020 pelo espetáculo Terror e Miséria no Terceiro Milênio-Improvisando Utopias, juntamente com Dani Nega e Eugênio Lima. Recebeu o Prêmio Claudia 2018 na categoria Cultura.

 

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