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CARLOS CAREQA LANÇA

“TODOS NÓS” NO SESC POMPEIA 
 

13º álbum do artista será apresentado em dois shows: 16 e 17 de março 

 

Há 25 anos, Carlos Careqa subia no palco do Teatro do Sesc Pompeia para lançar seu primeiro álbum, “Os homens são todos iguais”. Agora, Careqa volta ao mesmo palco para o lançamento de seu 13˚ álbum, “Todos Nós”. Os shows acontecem dias 16 e 17 de março, sexta-feira e sábado, às 21h. 

No show, que tem direção musical de Marcio Nigro (guitarra e violão) - produtor de “Todos Nós”- Careqa será acompanhado por Mario Manga (guitarra e cello), Tiago Costa (piano e teclado), Glauco Sollter (contrabaixo) e Claudio Tchernev (bateria). 

Além das novas canções “Da bolacha ao farelo”, “Karma Wall”, “Coração rasgado”, “Vida é sonho” e “Todos Nós”, o músico vai relembrar sucessos de outros álbuns como “Acho”, “Língua de Babel”, “O que que cê tem na cabeça”, “Ser igual é legal” e “Não dê pipoca ao turista”. 

 

Todos Nós, o álbum 

A fragilidade da canção é o tema central de “Todos Nós”. “A fragilidade da vida que transforma tudo em memória e canção. Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta, como bem disse Guimarães Rosa” comenta Careqa. “O fim e o começo da canção. Muitos eus dentro de todas as canções que já compus. Chegar até aqui tem sido uma prova da longevidade da canção que há em mim.” 

O álbum conta com a participação de Fernanda Takai (Pato Fu) na faixa “Karma Wall” em  uma homenagem ao amigo e parceiro Mario Manga. E traz parcerias com Chico César (Mãe não é tudo) e Delia Fischer ("Canção de auto ajuda"). Produzido, mixado e arranjado por Marcio Nigro, que também tocou vários instrumentos, “Todos Nós” tem projeto gráfico de Edson Kukasaka e o auxílio luxuoso de Guto Lacaz.  

 

SERVIÇO:  

Carlos Careqa, lançamento do álbum “Todos Nós”

Dias 16 e 17 de março de 2018, sexta-feira e sábado, às 21h

Teatro

*O Teatro do Sesc Pompeia possui lugares marcados e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência de menores de 12 anos nas galerias, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis. Abertura da casa com 30 minutos de antecedência ao início do show. 

Ingressos: R$ 9,00 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30,00 (inteira). 

Venda online a partir de 6 de março, terça-feira, às 12h.

Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 7 de março, quarta-feira, às 17h30.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos. 

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia 

 

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MATERIAL DE APOIO

faixa a faixa

Todos Nós, por Carlos Careqa

1. Da bolacha ao farelo - A simplicidade sempre me seduziu. Não a coisa simplória. Mas aquele momento em que você atinge uma ideia com apenas um acorde, uma frase, um pensamento. Estamos vivendo um momento em que tudo se esfarela muito rapidamente. Um LP antigo pode ter valor emocional. Um CD já não tem nenhum valor. Ninguém mais dá este tipo de presente. Tudo se tornou farelo. Tudo se acaba. E cada vez mais experimentamos isso. Tudo se torna tão efêmero nos dias de hoje. Uma foto postada vira passado em poucos segundos. A solidão é uma mestra neste momento. O que realmente importa pra que eu seja inteiro? 

2. 64 (sessenta e quatro) - Mais um capítulo do livro do Tao (Lao Tsé) que tenho a ousadia de musicar. Sempre busco respostas no livro do Tao e quase sempre encontro. Um amor não correspondido me levou a escrever esta canção.

3. Karma Wall - Quando chega o carnaval, invariavelmente meu amigo Mario Manga reclama desta estação do ano. Numa dessas conversas, Manga disse que queria ter nascido no Japão. Então, me veio a ideia de fazer uma canção. E tem a segunda parte em inglês, versos que fiz com a correção do amigo Beto Trindade, que mora em Londres há 30 anos. Como Manga curte estas paradas de Budismo, falei sobre o Karma de ter nascido aqui e não lá. A coisa virtual. O Karma Wall (uma brincadeira com Carna Val). Chamei a querida e talentosa Fernanda Takaipara cantar esta segunda parte. 

4. Coração Rasgado - Um domingo desses fui ao Auditório Ibirapuera assistir um concerto de música erudita. No programa tinha uma bela obra de Villa-Lobos, o choro n ̊ 10 ͞Rasga o Coração͟. Saí de lá com a melodia na cabeça. Depois fui pesquisar e soube que o Anacleto de Medeiros e o Catulo da Paixão Cearense tinham feito a canção. Achei uns arquivos na internet, dos Xavantes cantando, e incluí na canção uma homenagem ao Villa-Lobos. A letra demorou muito pra sair. Mas gostei do que escrevi. Este nome no Brasil tem tantos significados... Em 1979, a peça ͞Rasga Coração͟ de Oduvaldo Vianna Filho estreou na cidade de Curitiba. Eu estava lá. Sempre via a foto do Vianinha com destaque nas mãos, num cartaz bonito dizendo: As mãos de Vianinha! 

5. Dente de Leão -Fui assistir a peça homônima do grupo Espanca de Belo Horizonte, no Sesc Ipiranga. E saí de lá impressionado com a vitalidade do texto e dos atores. Apaixonado, escrevi esta canção. Uma referência também ao grupo The Beach Boys, referenciado pelo produtor do disco Marcio Nigro.

6. Vida é sonho - Quando encontro o músico e compositor José Miguel Wisnik, sempre conversamos sobre diversos assuntos. Uma referência pra mim que fiz seu curso ͞O som e o silêncio͟, ainda em Curitiba. Reflexões feitas nestas conversas aparecem nesta canção. Sobre vida. Sobre sonho. Sobre existência. 

7. Canção de autoajuda - Acho que a maioria das canções feitas pelos novos compositores tem um quê de autoajuda. Canções fofinhas. Eu tinha esta letra e tinha musicado mas não tinha 

gostado da música, então mandei pra minha amiga e nova parceira Délia Fischer, que acertou em cheio o clima da canção.

8. A menina chorou -Me apaixono muito fácil. Choro muito quando acaba. Nesta canção eu narro o choro da menina. Mas também é o meu choro, o meu momento de despedida desta experiência. Viver é Chorar. Viver é Viver. Viver é Morrer. Em todos os sentidos. 

9. Cabeça de Bailarina - Às vezes fico conversando pela internet com pessoas que não conheço. Talvez este seja o nosso novo bar dos tempos modernos. Um espaço virtual. Um dia fiquei horas conversando com uma bailarina sobre este assunto. O que passa na cabeça da bailarina quando ela não dança? Sem saber, ela foi me dando pistas para escrever esta canção. Não sei quem é a bailarina. Então, a canção é para todas as bailarinas do mundo. 

10. Todos Nós - Gosto muito da escala pentatônica. Cinco notas para escrever uma melodia. Parti deste mote. Uma frase inicial e vi que estava fazendo uma canção para explicar a minha solidão. Muita coisa pra pensar, pra pensar numa coisa só. Todos nós na mesma direção. Fiz da minha tripa um coração.

11. Ruiva - Me fascino com a beleza das mulheres. As ruivas têm uma beleza e um charme especiais. Conheci algumas ruivas na vida. E um dia estava lá eu, cantando esta beleza rutilante radiante que passou por mim. 

12. Mãe não é tudo - Um dia desses postei uma foto com minha mãe (Izoleti) no Instagram. O Chico César comentou na foto o seguinte verso: ͞Mãe não é tudo. Mas é o começo de tudo Antes da palavra cantada, antes do cinema mudo͟. Achei isso muito especial, agradeci e Chico disse que era para continuar a letra e a música. Acabei fazendo o resto da canção.

13. Morrer ainda vai ser um bom negócio - Sempre me pergunto: porque se dá mais valor pras pessoas depois que elas morrem? Aconteceu assim com o Itamar Assumpção, que virou uma coqueluche entre os jovens e não jovens depois de sua morte em 2003. Fiz esta canção em sua homenagem. Confesso que vivi! Porque não pensei nisso antes? 


Produzido por Marcio Nigro 

Lançamento Barbearia Espiritual Discos, com distribuição Tratore

 

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